O e-reader substituirá os livros impressos?
Logo que saiu a novidade o Portal Educação já se interessou em adquirir um e eu passei alguns dias com o Kindle da Amazon. Ele até passou de mão em mão numa mesa redonda do 3º Simpósio Virtual de EaD em novembro do ano passado. Foi surpresa o escritor João Mattar achar um marco histórico Hélio Chaves da Secretaria de Educação a Distância do MEC manipulando o Kindle, enquanto ele mesmo não achar nada demais.
A versão internacional já veio configurada com o login de compra. Depois do nosso pedido, saiu a notícia de que uma liminar permitiria comprar o Kindle sem impostos. Depois de baixar algumas demonstrações de livros, alguns gratuitos e ler uns PDF’s que eu tinha preguiça de ler no computador, tirei algumas conclusões.
Vamos aos pontos positivos:
- Cabe mais de 1500 livros
- A bateria dura mais de 2 semanas
- É leve e do tamanho de um livro
- A tecnologia do papel eletrônico, sem luz de fundo, dá conforto na leitura
- Os livros são mais baratos do que os impressos
- Vem com 3G pago pela Amazon
- Faz anotações nos textos e buscas no conteúdo
- Lê os textos em voz masculina/feminina, acelerada/lenta
- Sincroniza os livros com o aplicativo do iPhone
- Surpreendentemente, a poucas semanas a Amazon soltou uma atualização que permite transferir arquivos em PDF via USB para o Kindle
Agora os pontos negativos:
- Conecta somente na loja da Amazon e na Wikipedia
- Lê os textos somente em inglês
- Poucos títulos em português
- Não roda vídeo
- Comprar livros, só na loja da Amazon
- Tela preto e branco
Dá para imaginar no futuro a grande pilha de livros substituída por um aparelho com esse? A moda da sustentabilidade diz que sim, derrubaríamos menos árvores. De outro lado, temos o mercado canibal de autores/editoras e ainda imposição de restrições sobre os direitos autorais e mecanismos eficientes sobre o controle de distribuição e compartilhamento. Ok, hoje eu posso emprestar o livro, mas não posso tirar cópia (xerox mesmo) para dar a alguém.
De um lado na CES 2010 houve a hype e a explosão de lançamento de e-readers de outros fabricantes. No outro, notícia da possibilidade de fracasso e até já foram chamados de prisão para o conhecimento.
O e-reader permite se ler mais por menos e guardar mais em menos. A opinião da maioria é definida pelo prazer de leitura. Papel. Ou, o dia que minha filha crescer e perguntar o que é isso.
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A Amazon anunciou nesta sexta-feira que liberará o acesso à plataforma Kindle Digital Text para autores que residam fora dos Estados Unidos. A plataforma permite que autores independentes publiquem seus livros em formato digital, e estava anteriormente limitada a acesso a partir do território norte-americano.
A partir de agora, autores que escrevam em inglês, alemão ou francês poderão publicar seus livros e vendê-los em sua versão digital para o mundo todo. Entretanto, os livros publicados poderão ser acessados somente a partir de dispositivos Kindle, não sendo permitido o seu download pelo aplicativo Kindle para PC, ressalta o site Pocket Lint . Os autores terão direito a 35% do valor de venda dos livros, a título de direito autoral.
Para o site TechCrunch , essa é uma expansão bastante esperada, já que a Amazon quer fazer do Kindle mais do que um leitor de ebooks, mas sim um ecossistema global para escritores e editores.
Mais informações sobre o Kindle Digital Text podem ser obtidos no site oficial pelo atalho dtp.amazon.com
Kindle DX no Brasil, veja os livros em português disponíveis para o e-reader:
Disponível em:
http://tecnologia.uol.com.br/album/kindle_livrosemportugues_album.jhtm
Amazon abre Kindle para desenvolvimento de aplicativos.
Leitor digital pode ter jogos e livros com informações em tempo real.
Tablet que será anunciado pela Apple poderá concorrer com Kindle.
Vejam como as coisas acontecem com velocidade!
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1459685-6174,00.html
Eu acho que a febre ainda vai pegar!! Olha ai essa da Editora Pearson…
Pearson vende resumos de livros e pequenos ensaios, via Kindle
Editora lançou duas coleções, uma com resumos e capítulos de best-sellers corporativos e outra com textos curtos, a no máximo US$ 3 cada.
Uma divisão da editora Pearson lançou duas coleções de textos curtos a preços reduzidos para venda pelo leitor de e-books Kindle, da Amazon.com, informou neste domingo (7/2) o The New York Times.
Os novos títulos digitais, lançados pelo selo FT Press, custam no máximo 2,99 dólares e incluem versões reduzidas de livros de aconselhamento empresarial, no caso da coleção The Elements, e ensaios inéditos, na coleção Shorts.
Os resumos dos livros contêm entre mil e duas mil palavras, e são vendidos a 1,99 dólar. Já os ensaios têm cerca de 5 mil palavras e custam 2,99 dólares. Entre os títulos disponíveis estão Outsmart (introdução e capítulo 1, de Jim Champy, e Rethink, de Ric Merrifield.
A FT Press diz já ter 242 títulos no catálogo, e sua meta é oferecer 500 até o fim de 2010.
Livro digital permite ler 10 mil páginas com uma carga de bateria.
E-reader DR-900 foi apresentado pela Asus na Cebit 2010.
Aparelho tem Wi-Fi e conexão 3G opcional.
Leiam mais em:
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1512162-6174,00.html


Eu acho que e-readers são o futuro. O grande problema que ainda vejo é a questão da propriedade do livro. Hoje, se compro um livro de papel, ele é meu e eu faço com ele o que eu quiser (emprestar, trocar, dar o livro para alguém, etc) ou quase isso (não posso tirar fotocópia e distribuir, por exemplo).
Já com os livros eletrônicos, a propriedade não está bem clara e permite atitudes como a da própria Amazon, que apagou títulos de George Orwell dos aparelhos daqueles que haviam comprado o livro legalmente. http://bit.ly/8fk7dE
Outro problema que vejo é a seguinte situação: Quando vou à uma livraria, gosto de folhear o livro, ler alguns trechos, antes de efetivamente comprá-lo. Já desisti de comprar livros que achava que seriam bons, mas que na hora de folhear descobri não serem aquilo que procurava, sendo que já aconteceu o contrário, de folhear certos livros e descobrir que eram muito bons.
Acredito que se todas essas situações forem esclarecidas, é muito provável ver os e-readers realmente deslancharem.